17 de Outubro de 2026
Entre sorrisos e boas conversas, a APLB-Sindicato, Núcleo Castro Alves, transformou o Salão Paroquial em um espaço de acolhimento para os profissionais da educação. Em torno de uma mesa de café brunch, a categoria debateu o futuro da escola e reforçou a defesa dos seus direitos.

Na abertura da Assembleia, o coordenador do núcleo, professor Gilvan Dias, lembrou que o ambiente escolar é construído por todos e todas: do porteiro à merendeira, da equipe de limpeza à secretaria, da coordenação aos professores. Para ele, a valorização profissional se apoia em três pilares: pagamento de um piso salarial digno, garantia de formação contínua e respeito à jornada de trabalho.

A categoria recordou conquistas como o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (Lei Municipal nº 631/2009), um marco legal que só fora possível através de luta e mobilização, além das recentes vitórias nas ações judiciais do terço de férias 45 dias, reajuste do piso do magistério 2022 e correção do 13º salário de 2016 para 40 horas.
A categoria também contou com um momento de escuta com a terapeuta emocional, Vilma Mendes. A especialista alertou para o adoecimento emocional entre profissionais, que muitas vezes escondem a dor sob a “máscara da guerreira”.
No final, através de exercícios de respiração, a categoria foi incentivada a respeitar seus limites emocionais e a buscar apoio terapêutico, compreendendo que o autocuidado é fundamental para a resistência no dia a dia.

A atual conjuntura política pautou o encerramento da assembleia. O professor Gilvan Dias defendeu a importância do voto consciente no 2º turno, no dia 25 de outubro, em projetos que protejam os serviços públicos e rejeitem a privatização do Estado.

Ivisson Costa (MTb 6006-BA)
Jornalista
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